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Conheça os encantos do Butão, o “Reino da Felicidade”

Conheça os encantos do Butão, o “Reino da Felicidade”

Localizado em pleno Himalaia, o pequeno país cativa pelas belezas naturais e pelo seu modo de viver leve e bucólico

Por: Nova Sudeste Fonte: Fábio Mendes /Agência Tempo Integral

Imagine um país pequeno e distante, cercado por algumas das mais altas montanhas do mundo e com um povo conhecido por sua felicidade. Parece algo tirado de um conto de fadas ou de algum relato fantástico, mas essa nação existe e está encravada no continente asiático, mais precisamente no extremo leste da Cordilheira do Himalaia. Trata-se do Butão.

O país está bem próximo do Nepal, China e Índia. Mantido em isolamento do resto do mundo até 1974, hoje recebe turistas do mundo inteiro que querem conhecer mais do chamado “Reino da Felicidade”.

A felicidade, aliás, é um dos pilares deste singelo e charmoso reino asiático que preteriu o PIB (Produto Interno Bruto) ao criar o FIB (Felicidade Interna Bruta), que mede o nível de bem-estar da população, avessa a modernidades e banalidades do Ocidente.

A riquíssima cultura butanesa é uma das principais atrações turísticas. Suas bases culturais consistem, em sua grande maioria, do budismo e, de certa influência do hinduísmo. Este último, mais latente na região sul.

Outro ponto interessante a se mencionar sobre a cultura local diz respeito aos festivais culturais, presentes em todas as províncias do país. Nos festejos, muita dança, músicas e roupas típicas. Em outubro, aliás, o festival de Thimphu, que ocorre literalmente ao lado da casa do Rei, é considerado como o maior e mais importante do país. Na mesma cidade há uma gigantesca estátua de Buda, que pode ser vista em vários pontos.

Belezas arquitetônicas

Um dos grandes trunfos do país é sua arquitetura única, marcada por construções de barro e madeira e decoradas com pinturas feitas à mão. Templos e monastérios, por vezes seculares, também chamam a atenção. Destaque para o Mosteiro de Takshang (Ninho do Tigre), o cartão-postal do Butão, que foi construído no século XVI por monges budistas no sopé de uma montanha a três mil metros acima do nível do mar. Os “Dzong”, antigas fortalezas, também apresentam um projeto arquitetônico interessantíssimo de se apreciar.

Em Punakha, é possível visitar o Templo Chimi Lhakhang, que, segundo os locais, foi construído pelo deus da fertilidade, Drukpa Kuenley. A principal representação de Kuenley é um pênis e a imagem do “falo”, ereto, pode ser vista em diversas casas e construções do Butão, em forma de devoção. Quem visita o espaço ganha a benção para alcançar a dádiva da fertilidade.

Gastronomia

No Butão a gastronomia gira em torno da pimenta. Muita pimenta! Praticamente todos os pratos típicos apresentam uma boa dose do tempero picante, como o Ema Datshi, que é uma espécie de pimenta com queijo. O arroz, tanto o branco, quanto vermelho – típico do país, também é bem consumido, inclusive no café da manhã. Os locais comem com a mão (apenas a direta – usar a esquerda é considerado gafe). Mas não se preocupe. Turistas costumam receber talheres.

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